Sua Privacidade

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Ilustração: Emma Günther

Tempo de leitura: 26 min

Pesquisas científicas no Clue

Como o monitoramento do seu ciclo ajuda a desenvolver a saúde feminina geral

Quando você monitora no Clue, seus dados desidentificados se tornam algo poderoso: dados que podem ajudar a responder perguntas para entender melhor a saúde menstrual e reprodutiva. Mulheres e pessoas que menstruam têm sido historicamente sub-representadas na pesquisa em saúde, e acreditamos que os dados do Clue apresentam uma oportunidade importante para mudar isso.

Suas cólicas, desejos e outras categorias que você monitora se tornam parte de um conjunto de dados sem precedentes que pode ser usado pelas principais instituições de pesquisa e profissionais de saúde para explorar tópicos com impacto no mundo real. Esta pesquisa pode ajudar os cientistas a entender melhor nossos corpos, explorar a diversidade cultural e demográfica e quebrar tabus prejudiciais.

Proteger dados de saúde privados é crucial

Garantir a proteção de seus dados privados é nossa maior prioridade. Nunca venderemos seus dados. Compartilhamos apenas dados diretamente relevantes para a questão da pesquisa, e seguimos protocolos rigorosos para garantir que sejam desidentificados e não possam ser rastreados até qualquer pessoa de forma individual.

  • Removemos todos os identificadores pessoais, como nome, endereço de e-mail ou endereço de IP.

  • Em seguida, tomamos precauções adicionais para garantir que identidades não possam ser inferidas, como:

    • garantir que haja um número suficiente de usuárias(es) que tenham as mesmas características gerais (por exemplo, deve haver pelo menos 100 usuárias(es) na mesma cidade, na mesma faixa etária e com o mesmo método contraceptivo mais recente);

    • rodar dados em blocos sempre que possível (por exemplo, usando faixas de idade ou de peso ao invés de especificações);

    • trocar as datas de monitoramento quando as datas reais não são necessárias para a questão de pesquisa.

Você pode ler mais sobre como o Clue trata seus dados em nossa Política de Privacidade.

Nossos critérios para parcerias de pesquisa

Trabalhamos apenas com pesquisadores cuidadosamente escolhidos para explorar questões importantes de pesquisa, com o objetivo de publicar os resultados em revistas científicas. Ao escolher fazer parceria com pesquisadores de instituições acadêmicas e de pesquisa reconhecidas, tomamos o cuidado de garantir que cada projeto atenda aos seguintes critérios rigorosos:

  1. Tenha como objetivo responder questões científicas específicas que promovam a compreensão de temas relevantes para usuárias(es) do Clue e todas as pessoas com ciclos.

  2. É científica e eticamente sólida, nova e inovadora, e não opera para fins comerciais.

  3. Adere a requisitos rigorosos de proteção de dados de acordo com o Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE (GDPR).

Os diferentes tipos de pesquisa dos quais você pode participar

Como usuária(e) do Clue, há diversas maneiras pelas quais você pode ajudar no avanço das pesquisas:

  1. Contribua com os dados que você rastreia no Clue: consentir com o uso de seus dados rastreados para fins de pesquisa significa que seus dados não identificados podem ser usados para responder a importantes questões de saúde menstrual e reprodutiva.

  2. Participar de pesquisas no Clue: ocasionalmente, você pode receber uma mensagem no aplicativo perguntando se gostaria de participar de uma pesquisa, que pode ser a pesquisa isolada ou combinada com seus dados não identificados rastreados no Clue. Sempre haverá uma introdução explicando o estudo e quais dados serão usados, que você pode analisar antes de concordar em participar.

  3. Participar de um estudo clínico que use o Clue para coletar dados: pesquisadores podem usar o Clue para coletar dados do ciclo menstrual para seus estudos. Por exemplo, se um(a) pesquisador(a) estiver investigando como os exercícios afetam o sangramento menstrual, o estudo poderá fazer com que as participantes se envolvam em diferentes programas de exercícios enquanto usam o Clue para monitorar suas menstruações e outros sintomas. Você poderá ver esses tipos de estudos promovidos pelo Clue e poderá se inscrever em um estudo diretamente com a equipe de pesquisa.

  4. Participe de um estudo promovido pelo Clue: embora ter um grupo diversificado de participantes de pesquisa seja fundamental para entender a saúde de diferentes populações, pode ser muito desafiador recrutar pessoas de diversas origens. Você pode ver estudos de pesquisa relacionados à saúde sexual ou reprodutiva promovidos dos quais você pode participar no aplicativo ou nas mídias sociais do Clue.

Com a ajuda de nossas equipes Cíentifica e Dados, nossos colaboradores acadêmicos estão explorando questões como: A poluição do ar afeta os padrões menstruais? Como os exercícios afetam a menstruação das adolescentes? Como nossos padrões menstruais e de sintomas podem nos ajudar a identificar mais cedo o risco de doenças e enfermidades?

Se você é um(a) pesquisador(a) e tem interesse em colaborar conosco,entre em contato com nossa equipe pelo email research@helloclue.com.

Explore as colaborações de pesquisa do Clue

A seguir, você encontrará uma visão geral de apenas alguns dos trabalhos realizados por meio de nossas colaborações de pesquisa atuais e passadas.

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PESQUISAS DO CLUE SOBRE O CICLO MENSTRUAL

A pandemia da COVID-19 afetou os ciclos menstruais?

Instituições: Universidade de Montpellier (CNRS), Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, Universidade Johns Hopkins (estudos relacionados, mas independentes) 

Principais pesquisadores: Alexandra Alvergne PhD (CNRS); Alison Edelman MD, MPH (OHSU), e Mostafa Borahey MD, PhD, MBA (JHU)

Embora existam evidências anedóticas de pessoas relatando alterações no ciclo menstrual (como ciclos mais longos ou menstruações mais pesadas) após a infecção ou vacinação contra a COVID-19, há poucos estudos sobre o assunto. Esse projeto combinou os dados de pesquisas sobre a infecção por COVID-19 e as datas de vacinação com os dados do ciclo menstrual do Clue app, a fim de avaliar os possíveis efeitos de cada um. Esses projetos estão entre os poucos estudos sobre a pandemia e os ciclos menstruais que utilizam dados monitorados em tempo real em vez de experiências recordadas, intensificando a qualidade do estudo. A pesquisa constatou uma ampliação pequena e temporária na duração do ciclo menstrual após uma infecção ou vacinação contra a COVID-19. Em ambos os casos, a duração do ciclo das pessoas estudadas voltou à média anterior após outro ciclo. 

Leia mais (em inglês)

Como as diferentes pessoas vivenciam o "sangramento menstrual intenso"

Instituição: Clue em parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates

Principais pesquisadores: Amanda Shea (PhD) e Virginia Vitzthum (PhD)

Estima-se que o sangramento menstrual intenso afete cerca de 30% das mulheres, mas é algo pouco reconhecido e difícil de diagnosticar, pois cada indivíduo pode ter um entendimento diferente do que é um fluxo menstrual "intenso". Esse projeto comparou o sangramento monitorado por usuárias do Clue com suas respostas a um questionário on-line e descobriu que, para as pessoas que relataram ter uma menstruação intensa, a intensidade real do fluxo nem sempre era o fator mais importante para caracterizar a menstruação. Na verdade, algumas pessoas que disseram ter menstruações intensas não registraram nenhum dia de sangramento intenso. A "intensidade" da menstruação foi associada não apenas ao aumento da duração da menstruação e do número de dias com fluxo intenso, mas também ao aumento da dor e de outros sintomas físicos, como fadiga e problemas digestivos. Quem relatou menstruação intensa também reportou maior interrupção das atividades diárias, como a capacidade de participar de práticas sexuais, eventos sociais e de lazer, escola ou trabalho. Isso corrobora a recente mudança da medição do volume de sangue para um foco na qualidade de vida ao avaliar o sangramento menstrual intenso. Destaca-se também a importância de compreender experiências e metas individuais ao fornecer assistência médica.

Leia mais (em inglês)

A poluição do ar pode afetar o ciclo menstrual?

Instituição: Laboratório Senseable City do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) 

Principais pesquisadores: Priyanka deSouza (PhD) e Fabio Duarte (PhD)

Ao combinar dados sobre a qualidade do ar local com os dados do ciclo menstrual do Clue das mesmas áreas geográficas, esse projeto tem como objetivo ampliar nossa compreensão de como os fatores ambientais, como a qualidade do ar, podem afetar a saúde menstrual, inclusive características do ciclo como regularidade e intensidade do sangramento. Também investigaram-se como os picos agudos de poluição do ar, causados por eventos como incêndios florestais, podem afetar a duração e a variabilidade do ciclo das pessoas expostas. Esse projeto se concentra em cidades com qualidade média de ar variável no Brasil, no México e nos Estados Unidos.

Os sintomas digestivos estão associados ao humor durante a TPM?

Instituição: Universidade Johns Hopkins

Principal pesquisadora: Liisa Hantsoo, PhD

Sintomas digestivos, como inchaço, constipação e náusea, são sentidos antes da menstruação por até 73% das pessoas com ciclos. As associações entre sintomas digestivos e o humor são pouco compreendidas entre as pessoas com tensão pré-menstrual (TPM), embora estudos anteriores sugiram que ambos aspectos podem se influenciar mutuamente. Este estudo investiga a frequência do monitoramento dos sintomas digestivos ao longo do ciclo, bem como a relação entre os sintomas digestivos e os sintomas de humor, como estresse, retraimento e desmotivação durante o período pré-menstrual. 

Qual é a contribuição dos ciclos menstruais para o humor, o comportamento e os sinais vitais? 

Instituição: Universidade de Stanford

Principais pesquisadores: Emma Pierson (PhD) e Jure Leskovec (PhD)

Esse projeto aplicou modelos de aprendizado de máquina aos dados de monitoramento de ciclo do Clue para entender melhor como várias dimensões do humor, de comportamentos e de sinais vitais são afetadas por diferentes ciclos, incluindo ciclos diários, semanais, sazonais e menstruais. O objetivo é desenvolver nossa compreensão de como os ciclos menstruais contribuem para a saúde geral.

Leia mais (em inglês)

Como a duração do ciclo menstrual e os sintomas variam entre as pessoas? A IA pode nos ajudar a prever com mais precisão quando será a próxima menstruação de uma pessoa?

Instituição: Universidade de Stanford

Principais pesquisadores: Noémie Elhadad (PhD), Kathy Li (PhD), Iñigo Urteaga (PhD), Chris Wiggins (PhD)

Examinar apenas a duração do ciclo muitas vezes não é suficiente para captar toda a extensão da variação do ciclo menstrual. A equipe de Noémie Elhadad examinou a variabilidade do ciclo (o quanto a duração do ciclo de uma pessoa muda de ciclo para ciclo) e sua associação com os padrões de rastreamento de sintomas (como dores de cabeça e sensibilidade nos seios). Uma investigação mais aprofundada dessas diferenças poderia ajudar os médicos e pesquisadores a entender melhor a ampla gama de padrões de ciclo que as pessoas experimentam e a usar com mais eficácia as características do ciclo como possíveis indicadores de saúde. 

Em um projeto separado, a Dra. Elhadad e seu time tinham como objetivo diferenciar os padrões menstruais do comportamento de aplicativos de monitoramento. Quando as pessoas se esquecem de monitorar suas menstruações no aplicativo, os dados aparecem como um ciclo imprecisamente longo, o que pode afetar as previsões do aplicativo. Ao encontrar maneiras de estimar quando um ciclo longo pode realmente ser devido ao esquecimento do rastreamento, modelos mais precisos podem ser desenvolvidos para fornecer melhores estimativas do tempo de ciclos futuros. A equipe da Dra. Elhadad desenvolveu um modelo que determina a probabilidade de um indivíduo esquecer de monitorar seu ciclo, que pode ser usado para melhorar as experiências de aplicativos e a qualidade dos dados para pesquisa.  

Leia mais (em inglês)

As ISTs influenciam os sintomas pré-menstruais?

Instituição: Universidade de Oxford

Pesquisadora principal: Alexandra Alvergne (PhD)

As experiências de sintomas pré-menstruais variam entre os indivíduos e também podem variar de um ciclo para outro na mesma pessoa. Pouco se sabe sobre os fatores que podem influenciar essas experiências, incluindo o impacto que as infecções sexualmente transmissíveis (IST) podem ter. As usuárias do Clue foram entrevistadas sobre diagnósticos recentes de IST, quais sintomas apresentavam e se haviam recebido tratamento. Essas respostas foram combinadas com as experiências do ciclo menstrual registradas no Clue durante os ciclos antes e depois do diagnóstico. 

Descobriu-se que, antes do diagnóstico, a presença de uma IST dobrava a probabilidade de relato de sintomas pré-menstruais negativos, como dor (dores de cabeça, cólicas) e mau humor. Embora os sintomas pré-menstruais graves possam ser descartados como parte do ciclo, essa pesquisa indica que eles podem, na verdade, ser um sinal de uma IST não detectada. Isso significa que monitorar os sintomas menstruais e como eles mudam de um ciclo para outro pode ajudar a detectar e tratar possíveis doenças subjacentes mais cedo.

Leia mais (em inglês)

Como o desejo sexual muda ao longo do ciclo menstrual e com o uso de contraceptivos?

Instituição: Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano 

Pesquisador principal: Ruben Lennartz (PhD) 

Apesar do interesse generalizado, há poucas pesquisas sobre o efeito do ciclo menstrual e dos contraceptivos hormonais no desejo sexual. Embora as mudanças no desejo sejam frequentemente citadas como motivo de insatisfação com os contraceptivos, há surpreendentemente poucas evidências desses efeitos. Esse projeto tem como objetivo usar os dados rastreados no Clue para entender melhor como o desejo sexual muda ao longo do ciclo e como diferentes métodos contraceptivos podem afetá-lo. Essas descobertas podem informar nossa compreensão das mudanças relacionadas ao ciclo e fornecer informações sobre os possíveis efeitos colaterais dos anticoncepcionais. 

Os anticoncepcionais hormonais afetam as experiências de sensibilidade mamária?

Instituição: Universidade de Stanford

Principais pesquisadores: Laura Symul (PhD) e Susan Holmes (PhD)

A sensibilidade nos seios é uma das experiências relacionadas ao ciclo menstrual mais comumente relatadas. Este projeto usa dados rastreados pelo aplicativo Clue para investigar como as experiências de sensibilidade mamária mudam em cada ciclo, se esses padrões variam entre os indivíduos e se são afetados pelo uso de contraceptivos hormonais. 

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PESQUISAS DO CLUE SOBRE O CICLO MENSTRUAL E AS FASES DA VIDA

Como os exercícios e o estresse afetam os ciclos menstruais das adolescentes?

Instituição: Universidade da Califórnia, Berkeley

Pesquisador principal: Kim Harley (PhD)

Apesar de o American College of Obstetrics and Gynecology declarar que o ciclo menstrual é um sinal vital para as adolescentes, há poucas pesquisas sobre a variação dos padrões de ciclo das adolescentes na população ou sobre como eles mudam nos anos após a menarca (a primeira menstruação). Também há informações limitadas sobre como fatores como exercícios e estresse podem afetar as experiências do ciclo.  Usando pesquisas e dados de monitoramento de ciclo de quase 10.000 usuárias do Clue com idades entre 13 e 18 anos, esse projeto caracterizou os padrões de ciclo entre adolescentes e como eles diferiam por idade e idade da primeira menstruação. Publicações subsequentes explorarão como os padrões de sono, o estresse e o apoio social, bem como comportamentos como exercícios, tabagismo e uso de álcool, afetam as características do ciclo em adolescentes. Essa pesquisa ampliará a compreensão dos ciclos dos adolescentes, o que pode aumentar nossa capacidade de detectar e tratar padrões anormais de ciclo mais cedo, melhorando, em última análise, a saúde de longo prazo das pessoas com ciclos.

Leia mais (em inglês)

Quais padrões de sintomas são experimentados por pessoas na perimenopausa?

Instituição: Universidade da Califórnia, Berkeley

Principais pesquisadores: Kim Harley (PhD) e Lindsay Parham, (PhD)

A menopausa—ou a interrupção da menstruação—é uma parte inevitável da vida das pessoas com ciclos. A transição para a menopausa, conhecida como perimenopausa, é caracterizada por níveis hormonais flutuantes, duração variável do ciclo e uma ampla gama de sintomas, como ondas de calor, alterações de humor e problemas de sono. Apesar de ser uma fase tão importante da vida, faltam pesquisas sobre a perimenopausa, e pouco se sabe sobre quando cada pessoa pode entrar na perimenopausa, quanto tempo ela durará, que conjunto único de sintomas pode-se esperar e que fatores podem influenciar tais sintomas. Esse estudo usará dados de ciclo do Clue, pesquisas e dados biométricos do anel Oura para entender melhor a variedade de padrões de sintomas que as pessoas experimentam e como eles mudam ao longo da jornada da perimenopausa. Isso pode ajudar pesquisadores e profissionais de saúde a entenderem melhor a perimenopausa, abrindo oportunidades para oferecer melhores recursos, ferramentas e orientações para apoiar as pessoas que estão passando por essa transição.

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PESQUISAS DO CLUE SOBRE CONDIÇÕES DE SAÚDE

Os padrões menstruais automonitorados podem ser utilizados para detectar a endometriose?

Instituição: Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Pesquisadores principais: Aparna Balagopalan, Cassandra Parent e Marzyeh Ghassemi PhD

A endometriose é uma doença crônica na qual o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, causando dor extrema e, às vezes, até infertilidade. A endometriose afeta cerca de 10% das pessoas com ciclos, mas como os padrões de sintomas podem ser muito variados e muitas vezes se sobrepõem a outras condições, ainda leva uma média de 6 a 11 anos para obter um diagnóstico. Este estudo aplicará abordagens de aprendizado de máquina às experiências de ciclo registradas no Clue por pessoas com e sem diagnóstico de endometriose, para verificar se é possível identificar as pessoas com endometriose com base apenas em seus sintomas.

Como o sangramento menstrual intenso e doloroso está relacionado à depressão?

Instituição: Universidade de Exeter e Universidade de Bristol

Pesquisadores principais: Dra. Gemma Sharp e Dr. Jon Heron

Embora o sangramento menstrual intenso, a dor menstrual e a depressão sejam muito comuns, não se sabe muito sobre a relação entre eles. Acredita-se que as pessoas com sangramento intenso e/ou doloroso correm um risco maior de apresentar sintomas depressivos. Além disso, os sintomas depressivos e o estresse psicológico podem alterar as características do ciclo menstrual. Este estudo usará as experiências do ciclo menstrual registradas no Clue para entender melhor os padrões de experiências de sangramento intenso e dor, com e sem depressão clínica ou sintomas depressivos, e também como esses padrões mudam com a idade. Isso poderia ajudar os profissionais de saúde a identificar as pessoas com maior risco de sangramento intenso e doloroso e sintomas depressivos associados ao ciclo, permitindo uma intervenção mais precoce. Em última análise, isso pode ajudar a melhorar a saúde mental e o bem-estar das pessoas com ciclos.

A concentração, a atenção e a motivação mudam ao longo do ciclo menstrual entre pessoas com e sem TDAH?

Instituição: Queen Mary University of London

Pesquisadora principal: Dra. Jessica Agnew-Blais

É bem sabido que o humor pode ser afetado por flutuações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual. No entanto, o modo como as sensações de concentração, motivação ou outros aspectos do funcionamento mental podem ser afetados é menos estudado. Há relatos de piora dos sintomas ao longo do ciclo em pessoas com distúrbios como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), mas poucas pesquisas foram feitas para caracterizar e quantificar esse fenômeno, deixando quem sofre desse distúrbio com poucas opções para melhorar seus sintomas. Este estudo usará as experiências do ciclo registradas no Clue por pessoas com e sem diagnóstico de TDAH para examinar os padrões de ciclo em aspectos como motivação, concentração e produtividade, e como eles diferem entre os dois grupos. Isso pode ampliar nossa compreensão das mudanças mentais relacionadas ao ciclo, o que poderia ajudar a melhorar a prática clínica para a avaliação e o tratamento do TDAH e dar melhor suporte às pessoas com a doença.

O monitoramento do ciclo menstrual pode nos ajudar a entender melhor as experiências de TDPM para melhorar os critérios de diagnóstico?

Instituição: Universidade de Cardiff

Pesquisadores principais: Chloe Apsey e Arianna Di Florio PhD

Estima-se que o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) afete de 1 a 6% das pessoas com ciclos e se caracteriza por graves alterações emocionais, comportamentais e físicas nos dias que antecedem a menstruação. Embora o conhecimento sobre o TDPM tenha melhorado nos últimos anos, ainda há pontos de vista conflitantes sobre a definição e o diagnóstico do TDPM. O Clue oferece a oportunidade de examinar os sintomas que as pessoas com TDPM registram em cada dia do ciclo, bem como as outras condições com as quais as pessoas com TDPM também foram diagnosticadas. Ao mapear padrões de sintomas e comorbidades em pessoas com e sem diagnóstico de TDPM, esse estudo visa ampliar o conhecimento sobre o transtorno e informar discussões sobre critérios de diagnóstico para TDPM, com o objetivo final de apoiar a detecção e o tratamento mais eficazes de pessoas com TDPM.

Como o ciclo menstrual influencia o humor e os níveis de energia em pessoas com e sem problemas de saúde?

Instituição: Universidade de Washington em St. Louis

Pesquisador principal: Hillary Anger Elfenbein

As mulheres frequentemente relatam mudanças em suas habilidades cotidianas ao longo do ciclo menstrual, mas devido ao foco frequente na fase pré-menstrual, há poucos estudos abrangentes que documentam as mudanças ao longo do ciclo e menos ainda sobre como essas mudanças podem ser influenciadas pela presença de condições de saúde relacionadas, como depressão e ansiedade. Este estudo avalia os padrões cíclicos do funcionamento subjetivo e como eles diferem entre pessoas com e sem transtornos mentais diagnosticados. Isso fortalecerá nossa compreensão desses distúrbios de saúde, bem como o risco de sofrer alterações relacionadas ao ciclo, o que poderia contribuir para o desenvolvimento de opções de tratamento mais eficazes e, em última análise, para o bem-estar das pessoas que apresentam sintomas cíclicos incômodos.

Existe uma ligação entre os padrões menstruais e o risco de doenças crônicas?

Instituição: Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia

Pesquisadores principais: Mary Beth Terry PhD, Jasmine McDonald (PhD) e Lauren Houghton (PhD)

O câncer de mama afeta cerca de 280.000 mulheres por ano somente nos EUA. Pesquisas anteriores sugerem que pode haver uma ligação entre os ciclos menstruais e o risco de câncer de mama, mas há poucos dados longitudinais para avaliar essa ligação. Para investigar como as características do ciclo menstrual podem estar relacionadas ao câncer de mama, as participantes do estudo Breast Cancer Family Registry usarão o Clue para monitorar e acompanhar a longo prazo os sintomas do ciclo menstrual, permitindo que os pesquisadores coletem dados em tempo real diariamente. Como o câncer de mama pode ser tratado com mais eficácia quando detectado precocemente, essa pesquisa visa determinar se há algum sintoma ou padrão do ciclo menstrual que possa ser usado para apoiar a detecção precoce.

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PESQUISAS DO CLUE SOBRE CONTRACEPÇÃO

Como a menstruação afeta as atitudes e os comportamentos relacionados ao uso de preservativos?

Instituto: Instituto Kinsey

Pesquisadores principais: Cynthia Graham (PhD), Stephanie Sanders (PhD), Virginia J. Vitzthum (PhD)

A equipe de pesquisa pioneira sobre o uso de preservativos (CURT) da Kinsey trabalhou com o Clue para realizar o maior estudo de todos os tempos sobre as atitudes e os comportamentos das mulheres em relação ao uso de preservativos durante a menstruação. Mais de 110.000 respostas de usuárias(es) do Clue em todo o mundo foram usadas para examinar 1) a prevalência do uso de preservativos durante a menstruação, 2) os motivos para o uso de preservativos (proteção contra ISTs vs. prevenção da gravidez vs. proteção do parceiro contra sangue), 3) se o uso de preservativos durante a menstruação variava de acordo com a idade e a desigualdade de gênero do país de residência, e 4) se a idade e a desigualdade de gênero do país de residência interagem com os motivos para usar e não usar preservativos durante a menstruação. Esse estudo teve como objetivo ajudar pesquisadores e profissionais a entender melhor as atitudes e os comportamentos em relação ao uso de preservativos, a fim de informar o desenvolvimento de programas e intervenções educacionais mais eficazes.

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Como as preferências de sangramento menstrual afetam a tomada de decisões sobre contraceptivos?

Instituição: Clue em parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates

Principais pesquisadores: Amanda Shea (PhD) e Virginia Vitzthum (PhD)

As preferências de sangramento menstrual podem variar muito—enquanto algumas pessoas preferem ter menstruações regulares, outras preferem evitá-las sempre que possível. Assim, o impacto de alguns métodos anticoncepcionais sobre a frequência e a duração do sangramento menstrual é considerado um benefício por algunas pessoas, mas um incômodo por outras. Para entender melhor essa relação, 4.255 usuárias(es) do Clue nos EUA, na Índia e na África do Sul foram pesquisadas e agrupadas com base no uso de métodos anticoncepcionais hormonais ou não hormonais. Nos três países, as usuárias(es) de métodos não hormonais eram mais propensas a querer manter seus ciclos menstruais naturais e ter menstruações regulares, em comparação com as usuárias de contracepção hormonal, que tendiam a preferir sangramentos menos frequentes. Participantes dos EUA apresentaram as maiores diferenças nas perspectivas de sangramento entre os grupos, sendo que usuários(as) de métodos não hormonais tendem a ter associações mais positivas com a menstruação, como boa saúde, fertilidade e a manter contato com o corpo. Por outro lado, as usuárias(es) de contracepção hormonal eram mais propensas a ver a menstruação como uma função corporal inconveniente com significado pessoal limitado. Esses padrões refletem diferenças em valores pessoais e normas culturais e destacam a necessidade de reconhecer as metas e preferências individuais e não adotar uma abordagem única para o aconselhamento contraceptivo.

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PESQUISAS DO CLUE SOBRE APLICATIVOS E SAÚDE REPRODUTIVA

Como os aplicativos de monitoramento menstrual podem apoiar a pesquisa sobre saúde reprodutiva?

Instituição: Clue em parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates

Principais pesquisadores: Amanda Shea (PhD) e Virginia Vitzthum (PhD)

A sub-representação da pesquisa sobre pessoas com ciclos resultou em uma lacuna de dados de gênero e em cuidados de saúde, algo inadequado para mulheres e minorias de gênero. Para superar essa lacuna, precisamos de maneiras mais eficazes de coletar dados de saúde de forma rápida e barata. Será que aplicativos como o Clue podem ser uma solução?  As pesquisas foram enviadas pelo aplicativo Clue, bem como por outras metodologias de pesquisa convencionais (incluindo provedores de painéis on-line, mensagens SMS e entrevistas presenciais) para comparar dados de saúde em três países (Índia, África do Sul e EUA). Foram coletados dados demográficos, preferências contraceptivas e atitudes em relação à menstruação. O estudo constatou que, com uma base de usuários suficientemente grande, as pesquisas distribuídas por aplicativos foram capazes de capturar grandes amostras de forma rápida e econômica, em pé de igualdade com outros métodos. Cada método apresentou diferentes vieses de amostra, mas a compreensão desses vieses pode informar estratégias para atenuá-los. Notavelmente, em comparação com os participantes de outros métodos, as usuárias(es) do aplicativo se sentiram mais à vontade para discutir sua menstruação com outras pessoas, o que sugere que podem estar mais propensos a responder com sinceridade a perguntas sobre tópicos de saúde sensíveis ou tabus. Este trabalho oferece uma visão de alguns dos pontos fortes e das limitações do uso de aplicativos como o Clue em pesquisas, o que pode ajudar a determinar quando eles podem ser uma ferramenta adequada para o trabalho. Com a expansão do acesso global e do uso de aplicativos de saúde, há uma oportunidade valiosa de utilizar essas ferramentas para aprimorar a pesquisa sobre saúde reprodutiva. 

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PESQUISAS DO CLUE SOBRE FERTILIDADE

Os padrões de atividade sexual ou fertilidade moldam a sazonalidade dos nascimentos?

Instituição: Universidade de Stanford

Pesquisadores principais: Laura Symul (PhD) e Susan Holmes (PhD)

Por que nascem mais bebês em determinadas épocas do ano? A compreensão da sazonalidade dos nascimentos tem implicações mais amplas para o planejamento da fertilidade, a mortalidade infantil e materna e os sistemas de saúde. Determinar se essas mudanças são resultado da variabilidade no momento em que as pessoas fazem sexo ou quando são mais férteis (ou outros fatores) tem sido historicamente difícil de testar sem dados em larga escala sobre a atividade sexual. Esse estudo analisou registros de nascimento juntamente com dados sobre atividade sexual de meio milhão de usuárias(es) do Clue do Hemisfério Norte (Reino Unido, EUA e França) e do Hemisfério Sul (Brasil).

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Até que ponto os aplicativos de monitoramento menstrual podem prever a gravidez?

Instituição: Universidade de Stanford

Pesquisadores principais: Emma Pierson (PhD), Jure Leskovec (PhD)

Este estudo investigou a viabilidade de usar dados rastreados pelo aplicativo, como quando uma pessoa faz sexo protegido ou desprotegido durante um ciclo, para determinar a probabilidade de engravidar.  Usando dados de mais de 65.000 usuárias(es) do Clue, os pesquisadores desenvolveram modelos que foram capazes de aprender que fazer sexo sem proteção perto do meio do ciclo tem maior probabilidade de resultar em gravidez. Isso é consistente com os resultados de pesquisas anteriores sobre fertilidade, segundo os quais o sexo desprotegido na janela fértil leva à maior probabilidade de gravidez, ilustrando o potencial de criação de algoritmos que podem fornecer previsões úteis a usuárias(es) de aplicativos.

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PESQUISAS DO CLUE SOBRE SEXO E RELACIONAMENTOS

Como as pessoas usam a tecnologia móvel para fins sexuais?

Instituto: Instituto Kinsey

Principais pesquisadores: Amanda Gesselman (PhD) e Virginia J. Vitzthum (PhD)

Usando uma pesquisa distribuída pelo Clue, esse projeto reuniu 130.885 respostas de pessoas em 191 países para avaliar como as mulheres de todo o mundo interagem com a tecnologia móvel para fins relacionados a sexo (como buscar encontros sexuais, aprender sobre sexo e melhorar seus relacionamentos sexuais e monitorar sua própria saúde sexual), e como a desigualdade de gênero no respectivo país de residência pode influenciar o uso dessa tecnologia. Manter-se em contato com alguém foi o principal uso da tecnologia sexual, e a autoeducação foi particularmente importante em países com baixa igualdade de gênero. Essas descobertas podem servir de base para estudos direcionados em larga escala, intervenções e educação sexual para melhorar a vida das pessoas com ciclos em todo o mundo.

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O que as pessoas procuram em um(a) parceiro(a) romântico(a) ideal?

Instituto: Universidade de Göttingen 

Principais pesquisadores: Tanja M. Gerlach (PhD), Laura J. Botzet (PhD), e Virginia J. Vitzthum (PhD)

O que as pessoas querem de um(a) parceiro(a) romântico(a) há muito tempo fascina os pesquisadores (e a população em geral). Para explorar essa questão, foram distribuídas pesquisas pelo Clue e a myOne (uma empresa de preservativos), coletando respostas de mais de 64.000 pessoas de 180 países. A partir dessas respostas, busca-se entender melhor o que as pessoas procuram em possíveis parceiros(as) de longo e curto prazo e como essas preferências mudam com fatores como a idade. 

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Artigo publicado originalmente em 24 de fevereiro de 2020; segunda edição publicada em 21 de julho de 2022 e uma terceira edição foi publicada em 31 de maio de 2024.

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