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Diferentes tipos de DIU de cobre

Ilustração: Marta Pucci

Tempo de leitura: 12 min

Como é usar um DIU de cobre

Cada corpo é diferente, e as experiências com o DIU de cobre variam muito de pessoa para pessoa. Nós pedimos que vocês compartilhassem suas experiências pessoais, e aqui está o que vocês relataram.

Existem diversas marcas de DIU de cobre no mundo, e muitos desses relatos mencionam marcas específicas. Algumas estão disponíveis apenas em determinados países e podem apresentar pequenas diferenças de tamanho e de tempo de uso autorizado.

“Colocar um DIU não é tão assustador quanto dizem”

Coloquei um DIU Paragard em novembro de 2015. Escolhi esse modelo porque não contém hormônios, dura até 10 anos e não preciso me lembrar de tomar nenhum contraceptivo. Durante e depois da inserção, senti cólicas leves e tive um pequeno sangramento de escape. Até agora, o DIU tem funcionado muito bem e não tive nenhum problema. Continuo usando o mesmo DIU. Colocar um DIU não é tão assustador quanto dizem. Se você tem receio de sentir dor durante a inserção, recomendo tomar ibuprofeno 30 minutos antes. — Crystal, mulher, 28 anos, Carolina do Norte, EUA

4.8

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“Fui trabalhar no mesmo dia”

Coloquei um DIU Mona Lisa em 2015 porque queria um método contraceptivo que me permitisse continuar menstruando. Correu tudo bem. A inserção foi relativamente desconfortável (7/10 na escala de dor e 2/10 depois do procedimento). Não recebi nenhum medicamento adicional, como um relaxante para o colo do útero. Mesmo assim, fui trabalhar no mesmo dia. — Anônima, mulher, 26 anos, Canadá

“Acho que você precisa conhecer bem seu corpo antes de considerar colocar um DIU”

Coloquei meu DIU de cobre no verão de 2016, então já faz pouco mais de dois anos que estou com ele. É um DIU de cobre sem hormônios.

Tenho ansiedade, e a ideia de não precisar me lembrar de tomar uma pílula ou ficar verificando alguma coisa o tempo todo me atraía muito. Além disso, não me adaptei nada bem à pílula: ganhei peso e, às vezes, tinha até pensamentos suicidas. Queria algo sem hormônios que tornasse a contracepção mais simples. E foi exatamente isso que meu médico me recomendou!

Não vou negar: a inserção foi desagradável. Meu médico me deu um comprimido para relaxar o colo do útero, mas não adiantou. Talvez eu tenha um colo do útero muito resistente! Senti uma dor aguda, como uma pontada, e parecia que tinha durado uma hora, embora, na verdade, tenham sido apenas alguns minutos. Depois disso, tive cólicas leves por mais ou menos um dia. Desde então, não tive nenhum problema físico, embora meu fluxo menstrual tenha aumentado drasticamente. Só no último ano ele começou a diminuir. MAS dou todo o crédito ao DIU por ter regulado meu ciclo. Não sei até que ponto isso é cientificamente correto, mas agora meu ciclo é incrivelmente regular. E eu adoro isso!

(Nota da equipe científica do Clue: Você tem razão, Emma. Não existem pesquisas que indiquem que o DIU de cobre regule o ciclo menstrual.)

Recomendo muito, mas acho que você precisa conhecer bem seu corpo antes de considerar inserir um DIU. Como eu conhecia profundamente os detalhes do meu próprio ciclo, consegui identificar irregularidades e mudanças imediatamente após a inserção. No geral, o DIU mudou minha vida para melhor, e acho que essa opção merece ser mais valorizada.

Ainda bem que ginecologistas e obstetras estão começando a oferecer essa opção para mulheres mais jovens. Felizmente, meu especialista atual me apoiou na decisão. O ginecologista anterior não foi nada compreensivo, e foi muito difícil lidar com isso! — Emma Chikow, mulher, 24 anos, Londres, Reino Unido

“Não tem hormônios e é uma solução de longo prazo com a qual não preciso me preocupar”

Coloquei meu DIU em julho deste ano. É um DIU de cobre da marca Mona Lisa. Escolhi esse modelo porque não contém hormônios e é uma solução contraceptiva de longo prazo com a qual não preciso me preocupar. A inserção doeu bastante, mas no dia seguinte eu já estava me sentindo normal. Minha primeira menstruação depois do procedimento foi dolorosa e tive um fluxo muito intenso, mas desde então tudo voltou ao normal. — Niki, mulher, 25 anos, Suíça

“A melhor maneira de evitar outra gravidez indesejada”

Depois de passar por um aborto induzido, decidi que o DIU de cobre poderia ser a melhor maneira de evitar outra gravidez indesejada, já que os métodos contraceptivos hormonais não funcionavam bem para mim.

A inserção (nas duas vezes) foi tranquila: senti apenas uma pontada desconfortável e pronto. O lado positivo foi poder parar completamente de usar hormônios e passar longos períodos sem me preocupar com uma gravidez indesejada. O lado negativo foram as cólicas intensas e dolorosas e o fluxo menstrual muito intenso (que durava de 7 a 10 dias por mês), que acabou causando anemia.

Retirei o DIU depois de 10 anos de uso por causa da anemia provocada pelo sangramento intenso. Procure seu médico regularmente e faça exames para verificar seus níveis de ferro, pois o sangramento menstrual intenso pode causar anemia. — Anônima, mulher, 35 anos, Portugal

“Meu DIU me faz sentir como um ciborgue, no melhor sentido possível”

Tenho um DIU de cobre Paragard há pouco mais de um ano. Fiz a inserção depois de sofrer um aborto espontâneo de uma gravidez não planejada. Precisei passar por uma dilatação e curetagem [procedimento em que o colo do útero é dilatado e um instrumento é introduzido no útero para remover tecido] para tratar o aborto espontâneo. A profissional de saúde que me acompanhava sugeriu que eu considerasse a inserção do DIU logo após a curetagem, durante o mesmo procedimento, para minimizar tanto o trauma físico quanto o emocional e concentrar a recuperação em uma única experiência, em vez de duas. No fim das contas, acho que foi uma ótima decisão e sou muito grata pelo conselho dela.

O fato de ter engravidado sem planejar me mostrou que meu método contraceptivo anterior não estava funcionando para mim e que era importante ter controle sobre minha fertilidade.

No geral, estou satisfeita com o Paragard e com a tranquilidade de não precisar tomar decisões sobre contracepção na hora.

Durante os seis meses seguintes à inserção, tive cólicas terrivelmente dolorosas e sangramentos muito intensos durante a menstruação. No entanto, a cada menstruação, os sintomas ficavam mais fáceis de lidar e, depois de aproximadamente um ano, minhas menstruações voltaram a ser como eram antes da inserção.

O processo de inserção não foi nada agradável. Não mesmo. Mas é possível passar por ele. Minha profissional de saúde perguntou se eu queria saber todos os detalhes ou se preferia me desligar do que estava acontecendo durante o procedimento. Para mim, saber exatamente o que está acontecendo ajuda a me preparar para qualquer sensação, dor ou desconforto que possa surgir. Recomendo conversar sobre isso com seu profissional de saúde antes do procedimento, para que ele saiba se você prefere se distrair e não prestar atenção ou acompanhar cada etapa. Meu DIU me faz sentir como um ciborgue, no melhor sentido possível. — Anônima, mulher, 33 anos, Filadélfia, EUA

“Durante quatro meses, minhas menstruações foram insuportáveis. Agora não sinto mais nenhuma dor”

Eu ainda não queria me preocupar em ter filhos, então, em dezembro de 2017, fiz a inserção de um DIU de cobre Lydia (fabricado na Nigéria). A inserção foi um pouco dolorosa e, durante os quatro meses seguintes, minhas menstruações foram insuportáveis: sentia dores, tinha um fluxo muito intenso e me sentia fraca. Agora não sinto mais nenhuma dor, e meu fluxo menstrual só é intenso no segundo dia. Eu estava preparada para o pior, mas, no geral, faria tudo de novo. Meu conselho? Pesquise bastante, tire suas dúvidas com seu ginecologista e, acima de tudo, escute seu corpo. — Enyi, mulher cisgênero, 23 anos, Lagos, Nigéria

“O que mais gosto é não precisar pensar na contracepção”

Eu queria um método contraceptivo sem hormônios e decidi fazer a inserção de um DIU de cobre em agosto de 2015. Tinha medo da inserção porque uma amiga me contou que era dolorosa, mas foi muito mais fácil do que eu imaginava. Depois de alguns segundos de dor, o DIU já estava inserido, e desde então estou muito satisfeita com ele. Percebi que minhas menstruações ficaram mais intensas e dolorosas (antes eram muito leves), mas é algo com que consigo lidar tranquilamente.

O que mais gosto é não precisar pensar na contracepção. É muito libertador saber que estou protegida a qualquer momento e sentir que meu corpo pode funcionar livremente. Fico feliz por agora conseguir observar como meu organismo funciona naturalmente.

Também vale mencionar que, além de ser um dos métodos contraceptivos mais baratos (na França, custa aproximadamente o equivalente a quatro meses de pílula anticoncepcional), o DIU de cobre também é um método mais eficaz, porque não há como usá-lo de maneira incorreta. — Nelly, mulher, 31 anos, Paris, França

“Gostaria que os médicos oferecessem mais opções para aliviar a dor durante a inserção e a retirada do DIU”

Fiz a inserção do meu DIU Paragard em janeiro de 2017 e a retirada em dezembro de 2018. Depois das eleições de 2016, fiquei preocupada com o futuro do ACA (Affordable Care Act, a lei de assistência médica dos Estados Unidos). Como sabia que não queria ter filhos nos dois anos seguintes, aquele parecia ser o momento certo. Além disso, eu estava parando de tomar a pílula e tinha interesse em um método contraceptivo sem hormônios. Por isso, escolhi o Paragard.

Minha experiência com o DIU em si foi positiva. Não tive menstruações especialmente intensas ou dolorosas, como haviam me alertado que poderia acontecer com o DIU de cobre. Consegui monitorar meus ciclos sem usar hormônios, o que me ajudou a identificar alguns problemas no meu ciclo que, desde então, pude tratar. Meus ciclos eram longos e, por meio de exames de fertilidade, descobri que tinha hipotireoidismo. Respondi bem ao tratamento. Também tive alguns meses para aprender a monitorar minha ovulação sem a pressão de estar tentando engravidar. Por esses motivos, não me arrependo de ter usado o DIU.

No entanto, a inserção e a retirada foram duas das experiências médicas mais traumáticas da minha vida. Eu não estava preparada para a intensidade da dor durante a inserção e tive uma reação vasovagal [quando a frequência cardíaca e a pressão arterial caem repentinamente], que me fez desmaiar. Levei algumas horas para que minha frequência cardíaca voltasse ao normal, então passei um tempo em observação no pronto-socorro.

[Nota da equipe científica do Clue: Isso é extremamente incomum. Geralmente, as pessoas se recuperam de um episódio vasovagal em poucos minutos.]

Quando chegou a hora de retirar o DIU, fui a uma consulta de rotina, mas meu médico não conseguiu encontrar os fios do dispositivo. Ele precisou usar alguns instrumentos para tentar puxá-lo, o que foi extremamente doloroso e desconfortável, além de não ter funcionado. Por isso, foi agendada uma cirurgia para a retirada do DIU. Felizmente, considerando minha experiência anterior, meu médico recomendou anestesia geral. Mesmo assim, foi um processo desgastante, e precisei de alguns dias para me recuperar.

Meu marido e eu estamos pensando em tentar engravidar. Embora não me arrependa de ter usado o DIU, não acho que escolheria esse método novamente quando precisasse de contracepção, simplesmente por causa das experiências de inserção e retirada.

A inserção e a retirada do DIU são consideradas procedimentos de rotina, mas ainda assim são invasivos. Converse com seu médico sobre as opções para controlar a dor antes de cada consulta. Se ele puder oferecer algo mais forte que ibuprofeno, aceite. Eu recomendaria o DIU para quem procura um método contraceptivo sem hormônios por um período prolongado. No meu caso, se monitorar meu ciclo não fosse uma prioridade e eu quisesse usar um método hormonal, preferiria uma opção menos invasiva.

Não consigo enfatizar o suficiente o quanto gostaria que os médicos levassem a inserção e a retirada do DIU mais a sério e oferecessem às pacientes opções para o controle da dor. — Anônima, mulher, 30 anos, Pittsburgh, EUA

“Não leia histórias assustadoras na internet. Converse com profissionais de saúde”

Decidi experimentar o DIU T-Safe depois de testar vários métodos contraceptivos hormonais, todos com efeitos negativos sobre meu humor. Fiz a inserção de dois DIUs. O primeiro foi parcialmente expulso, o que foi terrivelmente doloroso e assustador. A situação ficou ainda pior porque conseguir ajuda de profissionais de saúde era praticamente impossível. Disseram que a dor que eu sentia era normal. Foi uma experiência horrível. 100% negativa.

Mas depois de conversar com minha nova médica, que é maravilhosa, sobre o que aconteceu e como fui tratada, ela me apoiou e explicou o que havia dado errado. Depois dessa conversa, quis tentar novamente.

Na segunda vez, a médica foi incrível e me deixou completamente tranquila. Senti cólicas. A pior parte foi a medição da profundidade do útero: parecia que alguém estava beliscando meu colo do útero com uma pinça. Depois disso, tive cólicas fortes por alguns dias. O DIU fez minhas menstruações ficarem mais intensas e dolorosas.

Minha experiência foi uma mistura de coisas boas e ruins. O DIU é uma opção razoável, mas não está livre de problemas, assim como qualquer método contraceptivo.

Se você não gosta de usar hormônios e definitivamente não quer engravidar, é uma ótima opção. Mas esteja preparada para menstruações mais longas e intensas. Além disso, reserve um tempo para conversar com um profissional de saúde sobre o que é melhor para você e pense em quais efeitos colaterais está disposta a tolerar.

Eu estava com medo da inserção e tinha lido histórias assustadoras demais na internet. Meu conselho: não faça isso! Converse com profissionais de saúde de verdade. — Anônima, mulher, 30 anos, Londres, Reino Unido

Nós do Clue recomendamos que você consulte um profissional de saúde para conversar sobre qual método contraceptivo é mais adequado para você e informe caso esteja sentindo algum efeito colateral indesejado.

Leia mais sobre métodos contraceptivos e confira o relato da ex-editora do Clue Amanda Cormier sobre sua experiência tranquila com a inserção do DIU, além do relato da escritora Sam Slabyk sobre sua experiência com o DIU de cobre.

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