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A paired spherical bacterium with hairs (pili) on the surface

Ilustração: Marta Pucci

Tempo de leitura: 8 min

Tudo o que você precisa saber sobre a gonorreia

Como é transmitida e como pode afetar sua saúde

Coisas importantes a saber sobre a gonorreia:

  • A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.

  • A gonorreia muitas vezes não apresenta sintomas, o que significa que muitas pessoas não sabem que a têm.

  • Se não for tratada, pode causar doença inflamatória pélvica, dor pélvica crônica, gravidez ectópica e/ou infertilidade em mulheres e pessoas com aparelho reprodutor feminino.

  • As infecções por gonorreia devem ser tratadas com dois antibióticos.

O que é gonorreia?

As infecções por gonorreia são causadas pela bactéria Neisseria gonorrhoeae e se transmitem através do contato sexual (1). Uma pessoa pode pegar uma infecção por gonorreia através das membranas mucosas (onde a pele externa encontra o tecido interno macio e úmido) (2). Isso inclui o trato reprodutor feminino, o ânus, a parte interna das pálpebras, a uretra e a garganta (2).

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Quais são os sintomas da gonorreia?

Assim como as infecções por clamídia, a gonorreia pode infectar pessoas de todos os gêneros. A gonorreia costuma ser assintomática em mulheres e pessoas com trato reprodutor feminino — isso significa que as pessoas geralmente não sentem nenhum desconforto nem percebem nenhuma mudança após serem infectadas (3).

Sem sintomas, as pessoas podem não suspeitar que têm uma IST. Algumas podem apresentar sintomas muito leves ou vagos, que podem ser confundidos com uma infecção do trato urinário ou infecção vaginal (4). Em mulheres e pessoas com trato reprodutor feminino, esses sintomas podem incluir aumento do corrimento vaginal, dor frequente ao urinar, sangramento entre menstruações ou após a relação sexual vaginal; ou dor, sangramento ou corrimento no reto (4).

As infecções por gonorreia na garganta também costumam ser assintomáticas, embora algumas pessoas possam apresentar dor de garganta e aumento das amígdalas (5).

Como se contrai a gonorreia?

A gonorreia é transmitida por contato sexual com uma pessoa infectado. Ela pode ser transmitida por qualquer tipo de sexo sem proteção, incluindo sexo vaginal, anal e oral (2). Uma infecção por gonorreia pode se desenvolver no trato genital, ânus e uretra em caso de sexo vaginal ou sexo anal. O sexo oral pode transmitir uma infecção por gonorreia dos genitais para a garganta.

Uma pessoa também pode ser reinfectada com gonorreia após ter sido tratada anteriormente. As pessoas não ficam imunes à gonorreia depois de terem tido a doença uma vez (2).

Quais são as possíveis complicações da gonorreia?

Uma infecção sexualmente transmissível por gonorreia pode causar uma infecção no colo do útero, na uretra e nas trompas de Falópio em pessoas com órgãos reprodutivos femininos (4,6). Assim como uma infecção por clamídia não tratada, uma infecção por gonorreia não tratada pode levar ao desenvolvimento de doença inflamatória pélvica. Essa doença pode resultar em consequências irreversíveis e graves em mulheres e pessoas com trato reprodutor feminino, como gravidez ectópica, infertilidade ou dor pélvica crônica (1,4).

As bactérias da gonorreia sobem pelo trato reprodutor, da vagina até o colo do útero, útero, ovários e trompas de Falópio, causando inflamação e infecção. Uma vez dentro, a bactéria danifica as trompas de Falópio e pode causar cicatrizes (7). Isso pode ter efeitos a longo prazo, incluindo infertilidade, pois o tecido cicatricial pode bloquear as trompas de Falópio, impedindo que o esperma fertilize um óvulo. A gravidez ectópica (quando a gravidez se implanta fora do útero) também torna-se mais comum, pois um óvulo fertilizado pode ficar preso na trompa de Falópio danificada — o que pode ser fatal.

A dor pélvica crônica também é uma possível consequência a longo prazo das infecções por gonorreia não tratadas e é um sintoma da doença inflamatória pélvica (8).

Outra consequência a longo prazo, embora rara, de uma infecção por gonorreia não tratada é a infecção gonocócica disseminada (2,4). Isso ocorre quando uma infecção por gonorreia se espalha para o sangue e causa sintomas em todo o corpo, incluindo dor nas articulações, tendões inflamados e/ou distúrbios da pele, e pode ser fatal se não for tratada (2,6).

Em pessoas com órgãos reprodutivos masculinos, a gonorreia pode causar uma infecção na uretra e no epidídimo, o tubo que coleta e armazena o esperma dos testículos (2).

Quão comum é a gonorreia?

Em 2016, nos Estados Unidos, a gonorreia foi a segunda infecção sexualmente transmissível mais comum relatada aos Centros de Controle de Doenças (CDC) (1). Naquele ano, quase meio milhão (468.524) de casos de gonorreia foram relatados nos EUA. Assim como a clamídia, a sífilis e muitas outras ISTs, as taxas de gonorreia nos EUA continuam aumentando, especialmente nos últimos dois anos (1).

As taxas de gonorreia relatadas nos EUA são mais altas entre os homens do que entre as mulheres. Essas diferenças nas taxas provavelmente se devem às taxas mais altas de gonorreia entre homens que fazem sexo com homens (HSH) (1). Entre as mulheres, as mais jovens relataram taxas mais altas de infecção por gonorreia em comparação com as mais velhas, com as de 19 anos apresentando a taxa mais alta de infecção por gonorreia (1).

É difícil estimar o peso das infecções por gonorreia em todo o mundo, uma vez que muitas regiões podem não ter serviços de saúde capazes de diagnosticar e notificar casos de gonorreia e outras IST. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número total de casos por ano em todo o mundo em 2008 foi de 106,1 milhões de infecções por gonorreia (9). Essa estimativa é quase 20 milhões de casos a mais do que a estimativa da OMS de 2005, o que eles acham que pode ser devido a muitos fatores sociais e de saúde relacionados à disseminação das ISTs, incluindo um aumento no número de jovens que fazem parte da população sexualmente ativa (9). É preciso ter mais acesso à saúde, notificação de ISTs e pesquisa.

Como posso evitar pegar gonorreia?

Ser sexualmente ativo coloca você em risco de pegar uma IST. Usar preservativos sempre que fizer sexo pode reduzir bastante o risco de pegar gonorreia (e muitas outras ISTs). Os preservativos devem ser usados não só durante a ejaculação, mas antes de qualquer contato genital ou sexual. Se você estiver fazendo sexo oral-vaginal, use uma barreira de borracha para se proteger.

Pergunte à pessoa se ele(a) fez algum teste recente para ISTs antes de iniciar o contato sexual. Se esta pessoa faz sexo com várias outras, pergunte sobre o status de IST desses outros parceiros ou parceira e sugira a também fazerem o teste. Limitar o número de parceiros sexuais com quem você se relaciona também diminuirá o risco de contrair gonorreia.

Para pessoas com órgãos reprodutivos femininos, recomenda-se uma consulta ginecológica anual, mesmo para aquelas em um relacionamento monogâmico de longo prazo. Recomenda-se que mulheres sexualmente ativas com 25 anos ou menos façam exames anuais de gonorreia, assim como qualquer pessoa com risco aumentado de contrair uma infecção por gonorreia (pessoas que fizeram sexo com um novo parceiro ou parceira, que fazem sexo com vários pessoas ou que fizeram sexo com um alguém com uma IST) (3). O exame pode ser feito facilmente com um swab cervical como parte de um exame pélvico (4). Para detectar infecções por gonorreia na garganta ou no ânus, também pode ser feito um swab na área infectada.

Converse com seu médico para saber se o exame de gonorreia e outras ISTs é adequado para você.

Como a gonorreia é tratada?

A gonorreia pode ser tratada com antibióticos para matar as bactérias. A pessoa vai precisar de dois antibióticos diferentes pra eliminar a infecção por gonorreia (3,4). O motivo de precisar de dois antibióticos é o problema crescente de resistência antimicrobiana entre as infecções por gonorreia (3).

Depois de receber o diagnóstico, é recomendável que qualquer pessoa com quem você teve contato sexual nos últimos 60 dias e/ou último(a) parceiro(a) sexual faça o teste (3).

É possível transmitir a gonorreia mesmo durante o tratamento com antibióticos. Evite contato sexual até sete dias após a conclusão do tratamento completo com antibióticos, mesmo que os sintomas já tenham desaparecido. Três meses após o tratamento, você deve fazer um novo teste para gonorreia (3).

Conjuntivite e HIV

A gonorreia, assim como a clamídia, também pode ser passada da mãe para o bebê durante o parto. Bebês nascidos de mães com infecções por gonorreia não tratadas podem desenvolver uma conjuntivite gonorrheal (infecção nos olhos), embora isso não seja muito comum (1). Por isso, o teste de gonorreia deve ser feito de rotina durante a gravidez.

Ter uma IST, como a gonorreia, também pode aumentar suas chances de contrair o HIV se você for exposto a ele, ou de transmitir o HIV se você já estiver infectado (10,11). Se você acha que tem gonorreia ou qualquer IST, é importante procurar ajuda imediatamente com seu médico ou em uma clínica especializada em IST. Muitas clínicas oferecem testes de IST gratuitos ou a baixo custo. Isso ajudará a manter você, seus(uas) parceiros(uas) sexuais e sua comunidade saudáveis.

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