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Como uma atleta híbrida usa o Clue como guia para treinar e se recuperar

Ela não fazia ideia. Até conhecer o Clue.

Quando se tem interesse pelas atividades físicas, é fácil cair na armadilha de pensar que consistência significa se esforçar com 100% de intensidade todos os dias.

A usuária do Clue, Paula, sabe disso por experiência própria. Ela treinava constantemente, exigia muito de si mesma e via sua menstruação como pouco mais do que um inconveniente.

Mas, durante um período particularmente estressante enquanto estudava, as coisas começaram a mudar. Suas cólicas ficaram mais dolorosas, suas mudanças de humor mais perceptíveis, e ela começou a se perguntar se seu ciclo menstrual estava influenciando como se sentia no dia a dia.

O que começou como uma tentativa de compreender essas mudanças acabou transformando a maneira como ela encara o treinamento. Agora, como atleta multidisciplinar se preparando para uma meia-maratona, Paula usa o monitoramento do ciclo para entender melhor quando se esforçar, quando se recuperar e como seu corpo responde ao longo do tempo.

Conversamos com Paula sobre a compreensão do próprio corpo e por que, como atleta, ela acredita que a recuperação merece tanta atenção quanto o treinamento.

1. Por que as atletas devem monitorar seu ciclo menstrual juntamente com seus treinos?

“Comecei praticando levantamento de peso e acompanhando meu ciclo ao mesmo tempo”, diz Paula. “Eu estava estudando e me sentia muito estressada. Minhas menstruações estavam piorando, tanto em termos de dor física quanto de alterações de humor. E foi aí que pensei que precisava começar a monitorar, porque provavelmente tinha algo a ver com meu ciclo.” No início, ela não estava convencida.

“Sinceramente, achei que seria chato acompanhar meu ciclo. Mas então comecei a perceber um padrão e vi que, na verdade, é muito útil. Agora vejo isso como uma ferramenta para me ajudar a elaborar minhas rotinas.”

Em vez de encarar o acompanhamento do ciclo como mais uma tarefa em sua lista de afazeres, Paula passou a usá-lo como fonte de informações sobre seu treinamento.

“Para mim, agora, o monitoramento do ciclo e minha rotina de treinos andam de mãos dadas. Consigo descobrir quando treinar, quando me recuperar e até mesmo o que comer.”

Image on the left of Paula doing yoga and smiling on the right

2. Você adapta seus treinos às diferentes fases do ciclo?

Embora algumas pessoas percebam mudanças na energia, na motivação ou no desempenho físico ao longo do ciclo menstrual, essas experiências variam consideravelmente de pessoa para pessoa.

Para Paula, o acompanhamento a ajudou a identificar padrões que parecem significativos para seu próprio treinamento.

“O Clue realmente me ajudou a planejar meus treinos mensalmente e de acordo com o ciclo”, diz ela. “Durante a fase folicular, sinto-me como a Mulher Maravilha. Consigo ter um desempenho melhor, ser mais rápida e fazer minhas corridas de alta intensidade.” Em outros momentos do ciclo, ela adota uma abordagem diferente.

“Na minha fase lútea, gosto de me concentrar na minha técnica... Não me esforço demais, mas, em vez disso, gosto de aperfeiçoar minha técnica.”

A maior mudança não foi necessariamente alterar o tipo de treino que ela fazia: foi mudar a forma como ela encarava a recuperação.

“Isso também me ajudou a saber quando devo descansar. E, para mim, recuperação também é desempenho.”

Antes de começar a monitorar, Paula diz que muitas vezes interpretava o descanso como um sinal de que não estava se esforçando o suficiente.

“Isso é o que eu não sabia antes de começar a monitorar. Achava que, ao descansar, estava apenas sendo preguiçosa, ou que precisava me esforçar ao máximo todas as vezes.”

Hoje, ela vê a recuperação como uma parte essencial do treinamento, em vez de um tempo longe dele. Isso não significa que ela acredite que todas devam se exercitar de acordo com o mesmo plano baseado no ciclo.

“Não acho que exista uma maneira universal de se exercitar de acordo com o ciclo, porque cada pessoa é diferente. É por isso que toda mulher ou pessoa que menstrua deve monitorar seu ciclo para saber realmente o que funciona melhor para ela.”

3. Como seu ciclo mudou com a idade?

O monitoramento também ajudou Paula a perceber mudanças em seu ciclo ao longo do tempo.

“Como estou chegando aos 30 este ano, percebi que minhas menstruações estão ficando mais curtas. Agora, só menstruo por cerca de três a quatro dias. Antes, menstruava por cinco dias, e o fluxo era muito mais intenso.”

Embora suas cólicas tenham melhorado, outros sintomas tornaram-se mais perceptíveis.

“Minha TPM e as mudanças de humor pioraram.”

Como ela submete seu corpo a exigências físicas significativas por meio dos treinos, o monitoramento oferece uma maneira de compreender melhor essas mudanças.

“Como submeto meu corpo a muito estresse físico por meio do esporte, o acompanhamento me ajuda a analisar se essas mudanças se devem à idade ou ao estresse induzido pelo treinamento.”

Essa curiosidade também aprofundou seu interesse pela saúde menstrual de maneira mais ampla.

“Isso me levou a me aprofundar na parte científica da menstruação. Em vez de ver minha menstruação como um incômodo mensal, gosto de me aprofundar no que realmente significa menstruar e como isso pode mudar ao longo dos anos.”

Para Paula, o acompanhamento do ciclo não proporcionou uma fórmula perfeita para o treinamento. Em vez disso, proporcionou-lhe algo mais valioso: uma melhor compreensão do seu corpo.

Em vez de tratar a menstruação como uma interrupção mensal, ela agora a vê como mais uma fonte de informação — que a ajuda a treinar, a se recuperar e a manter-se atenta à sua saúde a longo prazo.

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