Arte: Marta Pucci

Namoros e relacionamentos

6 dicas para criar intimidade depois de um abuso sexual

por Kat Wenger, Ex-Estagiária; e Ada Dubrawska, Ex-Engenheira de Qualidade
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*Tradução: Sarah Luisa Santos

*Aviso de conteúdo: Este é um artigo relacionado a abuso. Não contém descrições gráficas de abuso, mas fala sobre conselhos de como criar intimidade e isso pode despertar memórias negativas de experiências passadas. Seja legal com você mesma – se você não quer ler este texto hoje, salve nos seus favoritos e deixe para ler mais para frente. *

Apesar de existirem diversos recursos de como denunciar e superar um abuso emocional, físico e sexual, a intimidade depois de abuso é um tema raramente discutido nos meios mais conhecidos da mídia. Neste artigo, você vai encontrar alguns mecanismos para ajudar você a pensar e a abordar essa questão difícil com um pouco mais de confiança (sugestão para outra palavra: segurança) e conforto.

1. Saiba e estabeleça os seus próprios limites

Por enquanto, algumas partes do seu corpo podem estar proibidas para os outros, e isso é perfeitamente okay. Separe um tempo para você entender como você se sente confortável.

Alguns limites podem mudar, dependendo do seu atual estado psicológico. Entenda que em dias que você se sente mais cansada, ansiosa ou vulnerável, a sua zona de conforto pode ser mais restritiva.

2. Escolha um(a) parceiro(a) em que você confie

Essa pessoa sabe quando você se sente desconfortável? Sabem que a ausência de um “não” não significa “sim”? Você se sente bem explicando qual é a sua zona de conforto? Você não precisa falar o que aconteceu em nenhum abuso do passado, mas as pessoas devem entender que não podem testar os seus limites.

Estabeleça uma “palavra de segurança” – e não hesite em usá-la. A palavra não deve ser relacionada à ação em si, para poder ser entendida independente do tom. Em vez de um “não” ou “pare”, tente algo como “tetris” ou “framboesa”.

3. Crie um ambiente sem estresse

Escolha um lugar que faça você se sentir bem, e prepare um ambiente com o clima certo para você. Uma lista de músicas que relaxam pode ajudar.

Use um tipo de proteção que vai deixar você mais tranquila. Converse com o seu parceiro, se for um tipo que necessita a ação deles.

Saiba que você não precisa ir adiante com nenhuma atividade sexual, não importa quão longe vocês chegaram.

4. Reconheça que um bom parceiro não vai pressionar você. NUNCA.

Um(a) bom(a) parceiro(a) vai esperar até você estar pronta, se não, ele não é o certo para você. Você nunca deve se sentir obrigada a interagir emocionalmente ou fisicamente com ninguém. Ao mesmo tempo, reconheça que seu parceiro também tem a história pessoal dele nessa experiência. Algo que pode ser tranquilo para você talvez chateie eles, portanto tente considerar o limites deles em vez de apenas focar nos seus.

5. Não tente “terminar logo isso”.

Recuperar intimidade depois de um trauma é um desafio e talvez demore. Isso pode ser frustrante. Mas, se apressar para recuperar hábitos ou comportamentos “normais” pode causar ainda mais danos emocionais.

O processo pode parecer como “um passo para frente, dois para trás” em vez de uma linha reta – e isso não tem problema também.

6. Sua reação não minimiza a sua experiência

As emoções talvez afetem você só uns dias, semanas ou até meses depois. Saiba que você não está sozinha. Tente estabelecer um sistema de apoio com que você possa contar e que seja livre de julgamento: um amigo, membro da família, terapeuta ou até mesmo textos ou serviços de apoio.

Recursos adicionais

A Haiots Peach Pages oferece ajuda e informação contra abuso em 110 idiomas e tem um diretório internacional com agências de ajuda em países de todo o mundo.

No Brasil, Chega de Fiu Fiu também pode ajudar na denúncia de abuso, assim como a Central de Atendimento à Mulher recebe denúncias de casos de violência. Basta ligar 180. A Secretaria de Políticas para as Mulheres também recebe depoimentos: ouvidoria@spm.gov.br / spmulheres@spmulheres.gov.br .

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*O Clue preza pela neutralidade de gênero: falamos de menstruação a partir de um esforço inclusivo - leia e saiba mais.

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