Ilustração: Marta Pucci

Emoções

Meditação, estresse e ciclo menstrual

por Nicole Telfer, Science Content Producer
  • Compartilhar este artigo no Twitter
  • Compartilhar este artigo no Facebook
  • Compartilhar este artigo pelo WhatsApp

*Tradução: Mariana Rezende

Coisas importantes a saber:

  • A prática da meditação pode promover mudanças mentais e físicas em todo o corpo
  • A meditação pode melhorar os sintomas de saúde mental relacionados ao estresse, como ansiedade e depressão
  • A meditação pode melhorar os sintomas emocionais e físicos da síndrome pré-menstrual

O que é a meditação?

A meditação é uma prática corpo-mente que envolve atenção intencional direcionada a um pensamento, momento, estado ou experiência. Diferentes tipos de meditação incluem yoga, meditação de atenção plena, Qi Gong, exercícios respiratórios, meditações guiadas e muitas outras formas. A meditação cultiva uma consciência de não julgamento do presente estado físico e emocional da pessoa que a pratica.

Por que acompanhar a meditação?

Foi cientificamente comprovado que a prática da meditação promove mudanças mentais e físicas em todo o corpo (1). Há evidências de que as pessoas que meditam experimentam melhorias nos sintomas de saúde mental relacionados ao estresse, como a redução dos sentimentos de ansiedade e depressão (1).

Níveis altos de estresse diário percebido – como os desafios que as pessoas consideram exigentes ou ultrapassam sua capacidade de lidar – estão associados a níveis mais baixos de estrogênio, hormônio luteinizante (LH) e progesterona, e a níveis mais altos de hormônio folículo estimulante (FSH) (2). Os altos níveis de estresse diário percebidos também foram associados ao aumento das taxas de anovulação (um ciclo menstrual em que um óvulo não é liberado) (2). No entanto, mesmo com essas alterações hormonais, altos níveis de estresse diário não foram associados a alterações na duração do ciclo menstrual e perda de sangue durante a menstruação (2).

Também demonstrou-se que o estresse afeta a fertilidade (3). Em um estudo, notou-se que na medida em que a alfa-amilase (um marcador do estresse psicossocial percebido) aumentou, as chances de concepção diminuíram (3).

A dismenorreia (dor durante a menstruação) também pode ser influenciada pelo estresse. Mulheres sob altos níveis de estresse podem ter duas vezes mais chances de ter dismenorreia (4). Especificamente, a pesquisa encontrou altos níveis de estresse durante a fase folicular (a primeira metade do ciclo) do mês anterior, tendo uma associação maior com a dismenorreia do que em outros momentos do ciclo (4). Tais associações foram mais fortes para mulheres que tinham histórico de dismenorreia (4). O estresse está associado a muitos outros aspectos do ciclo menstrual –você pode ler mais sobre o estresse e o ciclo aqui.

A atenção plena (mindfulness) também demonstrou influenciar comportamentos sobre a gravidade dos sintomas da menstruação e da síndrome pré-menstrual (TPM) (5). Demonstrou-se que a meditação melhora os sintomas físicos e emocionais da TPM, principalmente em pessoas com TPM grave. Mesmo quando comparada a práticas calmantes semelhantes, como a leitura por prazer, a meditação produz mais alívio dos sintomas (6).

A meditação também pode melhorar certos sintomas físicos pré-menstruais, incluindo a dor e a retenção de líquidos, além de sintomas da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos (7).

A meditação é uma prática benéfica de baixo risco e custos que pode potencialmente melhorar os sintomas da TPM e reduzir o estresse.

Considere experimentá-la e acompanhar seu progresso com o Clue app.

An illustration of a heart

Gostou dessa leitura? Ajude-nos a criar ainda mais conteúdo: contribua com nossa pesquisa científica. Donate now

Você também pode gostar de ler:

Artigos mais populares