Balões de conversa com gotas de sangue menstrual e o arco0íris do movimento LGBTQIA+

Ilustração: Marta Pucci

Igualdade de Gênero

Como falar sobre menstruação muito além dos gêneros

A linguagem que usamos é importante.

*Tradução: Mariana Rezende

Falar sobre menstruação é importante porque ajuda a desconstruir hábitos culturais da humilhação e falta de informação que estão por aí há milhares de anos. Pode ser muito empoderador trocar ideias, experiências e informações sobre o ciclo menstrual. Ao mesmo tempo, pode ser alienante para quem fica de fora da discussão.

Algumas mulheres não menstruam por causa de fatores como menopausa, estresse, doenças ou histerectomia. Elas podem nunca mais menstruar de novo por causa de uma série de condições médicas, ou elas podem ser transgênero ou intersexual. Ao mesmo tempo, há pessoas que menstruam que não são mulheres. Tais pessoas podem ser homens trans, intersexuais, queer ou podem se identificar com o uso de termos como não-binário.

Imagem de três telas mostrando o aplicativo Clue

O Clue usa linguagem neutra de gênero para ajudar você a monitorar sua saúde menstrual

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A menstruação é uma função biológica e não uma “coisa de mulher”. É uma experiência que pode variar bastante e significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Não é necessariamente relacionada a partes ou funções corporais dos gêneros. Podemos desmistificar a menstruação sem deixar ninguém de fora.

No passado, feministas eram ridicularizadas por exigir mudanças na linguagem sexista, mas hoje em dia já é comum dizermos terapeuta ao invés de psicólogo(a) e chef ao invés de cozinheiro(a), dentre outros exemplos. Há um esforço recente em evitar noções pré-concebidas de gênero sempre que possível. Em português, convencionou-se também a utilizar o X como artigo neutro quando a designação de gênero não pode ser evitada, assim como fizemos dois parágrafos acima: Elxs ao invés de Eles. Há críticas ao uso deste gênero “extra-oficial”, inclusive no que tange a sua inclusividade (deficientes auditivos e pessoas disléxicas teriam dificuldades, devido sua fonética impronunciável. Este blog feminista e este manual trazem críticas prudentes e observações ao uso do x, além de outras construções neutras possíveis).

Ainda pode soar estranho dizer “pessoas que menstruam”, mas isto é apenas o esforço de mudar uma linguagem enviesada. É mais específico que dizer “mulher”, e usar um termo além de gêneros também ajuda que informações vitais sejam disponíveis para todas as pessoas que as necessitem, independente do seu gênero.

Mesmo quando tencionam ser mais inclusivas, frases como “genitália feminina” ou “pessoa afeminada” acabam por alienar algumas pessoas trans. Tais termos podem rotular corpos de uma forma que faz com que as pessoas não se identifiquem. Essas e outras frases podem ser difíceis de serem substituídas, mas não é algo impossível. O termo mais apropriado irá depender do contexto.

Talvez você queira dizer algo para pessoas que têm uma parte de corpo específica, como “pessoas com vulva” ou “pessoas com colo do útero”. Talvez você esteja falando sobre pessoas com corpos que funcionam da seguinte maneira: “pessoas que podem engravidar” ou “pessoas que menstruam”. E também existem pessoas que precisam passar por certos procedimentos médicos: “pessoas que necessitam de mamografias”.

Outra opção é discutir o tópico sem se referir a certos grupos de pessoas. Podemos simplesmente dizer “testes de Papanicolau devem ser feitos regularmente” ou “ pode-se usar copinhos ao invés de absorventes para coletar sangue menstrual”. Deste modo, as pessoas podem ler o discurso e aceitá-lo como relevante ou irrelevante para elxs, sem precisar se identificarem com um certo gênero ou grupo.

A linguagem que usamos é importante.

Pessoas que não se encaixam nas definições comuns de “mulher” podem ser facilmente isoladas, marginalizadas, estigmatizadas e discriminadas. Quando doenças e questões de saúde são diferenciadas de acordo com gêneros, torna-se mais difícil para pessoas trans e não-binárias terem acesso aos sistemas de saúde.

Nossos corpos não determinam nossa identidade, nós somos muito mais do que meros corpos. É importante para todxs nós termos um contexto para nossas experiências e uma maneira de falar sobre elas. Todas as pessoas podem fazer parte da mudança no diálogo sobre a menstruação e, de quebra, sobre a saúde. Pessoas de todos os gêneros podem menstruar, e precisam de acesso livre à informação e apoio sem obstáculos.

O Clue é um aplicativo focado em certos aspectos da saúde humana como a menstruação, a contracepção, a gravidez e a menopausa, entre outros. Estamos constantemente avaliando melhores maneiras de descrever nosso foco, que vai muito além da ideia de mulher = útero.

Em nosso aplicativo e em nossas conversas no atendimento ao cliente, fazemos nosso melhor para sermos neutrxs no tratamento de gênero. Porém, em alguns de nossos mercados, especialmente em língua inglesa, usamos o termo “saúde feminina” (female health) para descrever o que fazemos. O Clue está disponível atualmente em mais de 10 línguas e cada uma delas oferece desafios e possibilidades, como estamos descobrindo agora com o português. Por ora, sentimos que usar a palavra “feminina” faz nosso aplicativo e nossa empresa mais acessíveis para pessoas que ainda não estão familiarizadas com a linguagem em constante evolução em torno dos gêneros.

Você tem ideias de como descrever, além-gênero, o que fazemos aqui no Clue?

Se você se identifica com estas questões, por favor sinta-se à vontade para nos escrever no support@helloclue.com com suas ideias. Nós adoraríamos ouvir suas opiniões. Acompanhe também nosso Twitter e Instagram para mais discussões e conteúdo sobre saúde LGBTQIA+.

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